Pesadelo Profundo
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Amor Macabro
domingo, 21 de dezembro de 2014
Sexta Feira 13 (1980)
O primeiro filme da série, de 1980. Esse, juntamente com o quinto filme da série, são os únicos onde o assassino não é o brutal Jason Voorhees.
O Baile
Era um sábado à noite... O baile iria começar às 23:00 hs. Todos
chiques, bem arrumados, vestidos para uma noite de gala. Mulheres
lindas, homens charmosos.
Richard tinha ido ao baile sozinho. Não tinha namorada, apesar de ser muito bonito. No baile conheceu uma moça muito bonita que estava sozinha e procurava alguém com quem dançar.
Richard dançou com ela a noite toda, e conversaram por muito tempo. Acabaram se apaixonando naquela noite, mas tudo só ficou na conversa e no romantismo. No final do baile, Richard prometeu que levaria a moça embora, mas de repente ela sumiu. Ele procurou-a por todo o salão por muito tempo. Como não encontrou, desistiu e foi embora.
No caminho para sua casa, ainda muito triste, ele passou em frente ao cemitério e viu a moça entrando lá. Desconfiou do que tinha visto... suspeitou que fosse o cansaço e que estivesse sonhando.
Quando Richard chegou em casa, ele não conseguia dormir, nem parava de pensar na cena que tinha visto da moça entrando no cemitério.
Quando amanheceu o dia, Richard não se conteve e foi ao cemitério. Estava vazio e ele não encontrou ninguém. Passando por um dos túmulos, ele encontrou a foto da garota, vestida como no baile. E lá estava registrado que ela tinha morrido há dez anos.
E um detalhe: Ninguém viu a moça com que Richard dançou a noite toda, a não ser ele. Ninguém mais viu a tal mulher entrando ou saindo.
Richard tinha ido ao baile sozinho. Não tinha namorada, apesar de ser muito bonito. No baile conheceu uma moça muito bonita que estava sozinha e procurava alguém com quem dançar.
Richard dançou com ela a noite toda, e conversaram por muito tempo. Acabaram se apaixonando naquela noite, mas tudo só ficou na conversa e no romantismo. No final do baile, Richard prometeu que levaria a moça embora, mas de repente ela sumiu. Ele procurou-a por todo o salão por muito tempo. Como não encontrou, desistiu e foi embora.
No caminho para sua casa, ainda muito triste, ele passou em frente ao cemitério e viu a moça entrando lá. Desconfiou do que tinha visto... suspeitou que fosse o cansaço e que estivesse sonhando.
Quando Richard chegou em casa, ele não conseguia dormir, nem parava de pensar na cena que tinha visto da moça entrando no cemitério.
Quando amanheceu o dia, Richard não se conteve e foi ao cemitério. Estava vazio e ele não encontrou ninguém. Passando por um dos túmulos, ele encontrou a foto da garota, vestida como no baile. E lá estava registrado que ela tinha morrido há dez anos.
E um detalhe: Ninguém viu a moça com que Richard dançou a noite toda, a não ser ele. Ninguém mais viu a tal mulher entrando ou saindo.
O Melhor Amigo do Homem
No interior de Minas contam uma história de um sujeito que perdeu-se
em uma mata. ficou vagando por dias, sem água ou comida. Todo
maltrapilho e à beira da morte viu de longe em uma clareira um cão que
latia para ele. Por um momento pensou que fosse uma alucinação causada
pelo seu estado debilitado. Chegando mais perto, pode ver que se tratava
de um cão de verdade que se afastava a passos lentos cada vez que o
sujeito se aproximava.
Pensou então com ele: "Se há um cachorro aqui, devo estar perto de alguma habitação. Alguém deve morar por perto. Vou segui-lo."
Andou na direção do animal, que se afastava como que mostrando um caminho para o homem. Após alguns horas o sujeito pode ver uma pequena casinha mal construída, feita de barro e palha, onde um casal sentado à porta, conversava sobre amenidades.
Feliz e desesperado, o homem correu na direção dos dois moradores, sentindo-se salvo.
Assustados, os dois receberam o homem tentando entender o que havia se passado. Depois de beber um pouco d'água e se recuperar, o sujeito contou a história, falando do cachorro que o havia guiado pela mata até o local onde estava agora.
Entreolhando-se, os dois moradores desconfiaram da história, dizendo que não havia nenhum cachorro pelas redondezas. Ele, então, se propôs a levar os dois céticos ao local onde havia visto o cachorro pela primeira vez.
Ao chegar lá, nada viram a não ser uma cruz sobre uma cova rasa, que o morador informou tratar-se do túmulo do filho, que havia sido assassinado por uma matilha de lobos.
Pensou então com ele: "Se há um cachorro aqui, devo estar perto de alguma habitação. Alguém deve morar por perto. Vou segui-lo."
Andou na direção do animal, que se afastava como que mostrando um caminho para o homem. Após alguns horas o sujeito pode ver uma pequena casinha mal construída, feita de barro e palha, onde um casal sentado à porta, conversava sobre amenidades.
Feliz e desesperado, o homem correu na direção dos dois moradores, sentindo-se salvo.
Assustados, os dois receberam o homem tentando entender o que havia se passado. Depois de beber um pouco d'água e se recuperar, o sujeito contou a história, falando do cachorro que o havia guiado pela mata até o local onde estava agora.
Entreolhando-se, os dois moradores desconfiaram da história, dizendo que não havia nenhum cachorro pelas redondezas. Ele, então, se propôs a levar os dois céticos ao local onde havia visto o cachorro pela primeira vez.
Ao chegar lá, nada viram a não ser uma cruz sobre uma cova rasa, que o morador informou tratar-se do túmulo do filho, que havia sido assassinado por uma matilha de lobos.
A Virgem do Poço
Havia no Japão Feudal do século XVII uma bela jovem de nome Okiko.
Essa jovem era serva de um Grande Senhor de Terras e Exércitos, seu nome
era Oyama Tessan. Okiko que era de uma família humilde, sofria assédios
diários de seu Mestre, mas sempre conseguia se manter longe de seus
braços. Cansado de tantas recusas, Tessan arquitetou um plano sórdido
para que Okiko se entregasse à ele. Certo dia, Tessan entregou aos
cuidados de Okiko uma sacola com 9 moedas de ouro holandesas -mas
dizendo que havia 10 moedas- para que as
guardasse por um tempo. Passado alguns dias, Tessan pediu que a jovem devolvesse as "10" moedas. A donzela, ao constatar que só havia 9 moedas, ficou desesperada e contou as moedas várias vezes para ver se não havia algum engano. Tessan se mostrou furioso com o "sumiço" de uma de suas moedas, mas disse que se ela o aceitasse como marido, o erro seria esquecido. Okiko pensou a respeito e decidiu que seria melhor morrer do que casar com seu Mestre. Tessan furioso com tal repúdio, agarrou a jovem e a jogou no poço de seu propriedade. Okiko morreu na hora.
Depois do ocorrido, todas as noites, o espectro de Okiko aparecia no poço com ar de tristeza, pegava a sacola de moedas e as contava... quando chegava até a nona moeda, o espectro suspirava e desaparecia. Tessan assistia aquela melancólica cena todas as noites, e torturado pelo remorso, pediu ajuda à um amigo para dar um fim àquela maldição.
Na noite seguinte, escondido entre os arbustos perto do poço, o amigo de Tessan esperou a jovem aparecer para dar fim ao sofrimento de sua alma. Quando o fantasma contou as moedas até o 9, o rapaz escondido gritou: ...10!!! O fantasma deu um suspiro de alívio e nunca mais apareceu.
Essa Lenda do século XVIII, é uma das mais famosas do folclore japonês.
guardasse por um tempo. Passado alguns dias, Tessan pediu que a jovem devolvesse as "10" moedas. A donzela, ao constatar que só havia 9 moedas, ficou desesperada e contou as moedas várias vezes para ver se não havia algum engano. Tessan se mostrou furioso com o "sumiço" de uma de suas moedas, mas disse que se ela o aceitasse como marido, o erro seria esquecido. Okiko pensou a respeito e decidiu que seria melhor morrer do que casar com seu Mestre. Tessan furioso com tal repúdio, agarrou a jovem e a jogou no poço de seu propriedade. Okiko morreu na hora.
Depois do ocorrido, todas as noites, o espectro de Okiko aparecia no poço com ar de tristeza, pegava a sacola de moedas e as contava... quando chegava até a nona moeda, o espectro suspirava e desaparecia. Tessan assistia aquela melancólica cena todas as noites, e torturado pelo remorso, pediu ajuda à um amigo para dar um fim àquela maldição.
Na noite seguinte, escondido entre os arbustos perto do poço, o amigo de Tessan esperou a jovem aparecer para dar fim ao sofrimento de sua alma. Quando o fantasma contou as moedas até o 9, o rapaz escondido gritou: ...10!!! O fantasma deu um suspiro de alívio e nunca mais apareceu.
Essa Lenda do século XVIII, é uma das mais famosas do folclore japonês.
Gwarach-y-Rhibyn
O significado do nome Gwrach-y-rhibyn, literalmente é "Bruxa da
Bruma" mas é mais comumente chamada de "Bruxa da Baba". Dizem que parece
com uma velha horrenda, toda desgrenhada, de nariz adunco, olhos
penetrantes e dentes semelhantes a presas. De braços compridos e dedos
com longas garras, tem na corcunda duas asas negras escamosas, coriáceas
como a de um morcego. Por mais diferente que ela seja da adorável
banshee irlandesa, a Bruxa da Baba do País de Gales lamenta e chora
quando cumpre funções semelhantes, prevendo a morte. Acredita-se que a
medonha aparição sirva de emissária principalmente às antigas famílias
galesas. Alguns habitantes de Gales até dizem ter visto a cara dessa
górgona; outros conhecem a velha agourenta apenas por marcas de garras
nas janelas ou por um bater de asas, grandes demais para pertencer a um
pássaro.
Uma antiga família que teria sido assombrada pela Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling.
Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam de uma Gwrach-y-rhibyn que estava avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da família morando mais no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o último descendente direto da família estava morto.
Uma antiga família que teria sido assombrada pela Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling.
Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam de uma Gwrach-y-rhibyn que estava avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da família morando mais no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o último descendente direto da família estava morto.
Casa Mal Assombrada
O ano era 1944. Carlos que antes morava em Itaperuna - RJ, iria se
mudar para Natividade, RJ. Estava a procura de uma casa e depois de
algumas visitas, encontrou uma que seria ideal para acomodar sua
família. Ao sair da casa, os vizinhos o alertaram de que ela era mal
assombrada pelo espírito do antigo morador conhecido como "Manoel
Açougueiro". Carlos que era metido a valentão ignorou os avisos dos
futuros vizinhos e a família mudou-se na semana seguinte.
Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir todas as noites, sem falta, às 22:00 horas em ponto, batidas na porta. Quando iam atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado. Não havia tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém percebesse. Carlos que sempre chegava após às 22:00 horas, não acreditava em tal estória.
Porém um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e novamente às 22:00 horas bateram na porta. Carlos correu até a porta e não vendo ninguém por perto, gritou aos quatro cantos:
- "Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça."
Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e Carlos ao entrar no quarto viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com umcinto e acabava por acertar o bebê.
Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um fantasma na casa. No fim de semana, na sexta-feira, Carlos voltou a gritar aos quatro cantos da casa, fazendo dessa vez, um desafio ao tal fantasma.
- "Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala para o outro quarto."
De madrugada o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos, acordou desesperado gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça enquanto dormia.
Carlos no dia seguinte, procurou o Monsenhor que providenciou a celebração de uma missa em intenção a alma de "Manoel, o Açougueiro". Desde aquela data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa às 22:00 horas.
Depois de um mês instalados, a mãe e os filhos começaram a ouvir todas as noites, sem falta, às 22:00 horas em ponto, batidas na porta. Quando iam atender, não havia ninguém e o portão ficava sempre trancado com cadeado. Não havia tempo suficiente para alguém bater e pular o muro sem que ninguém percebesse. Carlos que sempre chegava após às 22:00 horas, não acreditava em tal estória.
Porém um dia, Carlos chegara mais cedo em casa e novamente às 22:00 horas bateram na porta. Carlos correu até a porta e não vendo ninguém por perto, gritou aos quatro cantos:
- "Manoel, é você? Se for você mesmo, apareça."
Para espanto de todos, nesta noite, à meia-noite o neném acordou chorando e Carlos ao entrar no quarto viu um cachorro branco dentro do berço. Ninguém na casa via o tal cachorro, mas Carlos insistia em tentar bater no cachorro com umcinto e acabava por acertar o bebê.
Apesar de toda a confusão da noite, Carlos ainda duvidava de que havia um fantasma na casa. No fim de semana, na sexta-feira, Carlos voltou a gritar aos quatro cantos da casa, fazendo dessa vez, um desafio ao tal fantasma.
- "Se tiver alguém aqui mesmo, que atire essas almofadas que estão na sala para o outro quarto."
De madrugada o filho mais velho da família, que também se chamava Carlos, acordou desesperado gritando que alguém havia atirado almofadas em sua cabeça enquanto dormia.
Carlos no dia seguinte, procurou o Monsenhor que providenciou a celebração de uma missa em intenção a alma de "Manoel, o Açougueiro". Desde aquela data, nunca mais ninguém ouviu batidas na porta da casa às 22:00 horas.
Os Ruídos da Morte
Extraído do Livro chamado: "O Livro dos Fenômenos Estranhos" de Charles Berlitz
Os habitantes das ilhas Samoa acreditam que, quando a morte se aproxima, pancadas secas paranormais são ouvidas na casa da vítima.
Esse estranho fenômeno já foi chamado de ruídos da morte, e sua existência representa mais do que mero folclore.
Genevieve B. Miller, por exemplo, sempre ouviu esses estranhos ruídos, principalmente na infância. As pancadas ocorreram durante o verão de 1924 em Woronoco, Massachusetts, quando sua irmã, Stephanie, ficou acamada com uma doença misteriosa.
Enquanto a menina permanecia na cama, ruídos estranhos, semelhantes a batidas feitas com os dedos, ecoavam pela casa. Eles soavam de três em três, sendo que o primeiro era mais longo do que os outro dois.
Certa vez, o pai de sra. Miller ficou tão irritado com os ruídos que arrancou todas as cortinas das janelas da casa, culpando-as por aquele barulho infernal. Contudo, essa demonstração de nervosismo de pouco adiantou para terminar com aquele sofrimento.
No dia 4 de outubro, já se sabia que Stephanie estava morrendo. Quando o médico chegou, ele também ouviu as pancadas estranhas.
- O que é isso? - perguntou, voltando-se para tentar descobrir a fonte do barulho.
Quando se virou novamente para a pequena paciente, ela pronunciou suas últimas palavras e morreu. As pancadas diminuíram a atividade após a morte de Stephanie, porém nunca chegaram a parar de todo. Elas voltaram, ocasionalmente, quando a família se mudou para uma casa nova.
Então, em 1928, o irmão de Stephanie morreu afogado quando a superfíc ie congelada de um rio, sobre a qual caminhava, quebrou-se. A partir dessa época, os ruídos da morte nunca mais foram ouvidos.
Os habitantes das ilhas Samoa acreditam que, quando a morte se aproxima, pancadas secas paranormais são ouvidas na casa da vítima.
Esse estranho fenômeno já foi chamado de ruídos da morte, e sua existência representa mais do que mero folclore.
Genevieve B. Miller, por exemplo, sempre ouviu esses estranhos ruídos, principalmente na infância. As pancadas ocorreram durante o verão de 1924 em Woronoco, Massachusetts, quando sua irmã, Stephanie, ficou acamada com uma doença misteriosa.
Enquanto a menina permanecia na cama, ruídos estranhos, semelhantes a batidas feitas com os dedos, ecoavam pela casa. Eles soavam de três em três, sendo que o primeiro era mais longo do que os outro dois.
Certa vez, o pai de sra. Miller ficou tão irritado com os ruídos que arrancou todas as cortinas das janelas da casa, culpando-as por aquele barulho infernal. Contudo, essa demonstração de nervosismo de pouco adiantou para terminar com aquele sofrimento.
No dia 4 de outubro, já se sabia que Stephanie estava morrendo. Quando o médico chegou, ele também ouviu as pancadas estranhas.
- O que é isso? - perguntou, voltando-se para tentar descobrir a fonte do barulho.
Quando se virou novamente para a pequena paciente, ela pronunciou suas últimas palavras e morreu. As pancadas diminuíram a atividade após a morte de Stephanie, porém nunca chegaram a parar de todo. Elas voltaram, ocasionalmente, quando a família se mudou para uma casa nova.
Então, em 1928, o irmão de Stephanie morreu afogado quando a superfíc ie congelada de um rio, sobre a qual caminhava, quebrou-se. A partir dessa época, os ruídos da morte nunca mais foram ouvidos.
Tesouso Macabro
A história que contarei a seguir é sobre dois amigos de infância,
Pablo e José. Os dois eram mexicanos e andarilhavam em direção de San
Juan, um pequeno vilarejo na província de Chiapas.
Estava chovendo muito e os cavalos já estavam inquietos. Pablo observara uma caverna em meio às árvores e exclamou: "Veja José, uma gruta seca. Vamos usá-la como abrigo até a chuva passar." José não titubeou e seguiu seu amigo até a tal gruta. Lá dentro, os dois se abrigaram e acomodaram os cavalos. A caverna era gelada e José sentiu um calafrio que percorreu sua espinha. "Vamos sair daqui Pablo, esta caverna me dá arrepios." Balbuciou José tremendo de frio e medo. "Bobagem! Lá fora podemos até morrer naquele temporal. Aqui nós estamos secos e seguros."Retrucou Pablo.
A chuva não dava nem um sinal de cessar. José estava impaciente e Pablo curioso com a caverna. "Vamos lá para o fundo, estaremos mais seguros lá." Entusiasmou-se Pablo. "Estas louco homem, podemos nos perder naquela escuridão." Protestou José. "Covarde! Vamos lá, seja homem pelo menos uma vez nessa sua vida." Ameaçou Pablo com um sorriso sarcástico. Mesmo temendo pela sua própria vida, José segue o amigo até o fundo da caverna. Pablo, indo na frente, acende um fósforo e se surpreende com o que vê. Jogado ao chão, milhares de moedas de ouro e prata e até algumas jóias que refletiam a luz do fósforo. Junto delas, um esqueleto humano. Pablo dá uma gargalhada e grita."Estamos ricos José, ou melhor, estou rico José!" Virando-se imediatamente para o amigo e apontando a garrucha diretamente para a testa dele. Pablo dá um sorriso e vê o pavor do amigo que suplica."Não Pablo, pelo amor de Deus... nós somos amig...." E um estrondo interrompe a voz de José. Com um tiro certeiro, Pablo espalha os miolos do amigo no chão... "He, he, he...agora o ouro é só meu, todo meu." Recolhendo o tesouro e colocando-o num saco, Pablo já vai até pensando no que fazer com o dinheiro.
O tempo passa e a chuva também. Com o tesouro devidamente embalado, Pablo sai da caverna sorrindo e gozando do cadáver do amigo."Pena que você não poderá se divertir com este dinheiro companheiro." Pablo coloca o saco com o tesouro no lombo do cavalo e ruma para o vilarejo. Chegando lá, ele vai diretamente para uma pensão contabilizar o seu achado. Euforicamente, Pablo sobe para o seu quarto mal podendo conter sua alegria. Já no quarto, o homem tranca a porta e joga o saco no chão. Ao abri-lo, Pablo depara-se com uma cena inesperada e pavorosa. "Não, não pode ser !!!" Agoniza o coitado. Ao invés do tesouro, ele encontrou o cadáver rígido de seu amigo José.
Estava chovendo muito e os cavalos já estavam inquietos. Pablo observara uma caverna em meio às árvores e exclamou: "Veja José, uma gruta seca. Vamos usá-la como abrigo até a chuva passar." José não titubeou e seguiu seu amigo até a tal gruta. Lá dentro, os dois se abrigaram e acomodaram os cavalos. A caverna era gelada e José sentiu um calafrio que percorreu sua espinha. "Vamos sair daqui Pablo, esta caverna me dá arrepios." Balbuciou José tremendo de frio e medo. "Bobagem! Lá fora podemos até morrer naquele temporal. Aqui nós estamos secos e seguros."Retrucou Pablo.
A chuva não dava nem um sinal de cessar. José estava impaciente e Pablo curioso com a caverna. "Vamos lá para o fundo, estaremos mais seguros lá." Entusiasmou-se Pablo. "Estas louco homem, podemos nos perder naquela escuridão." Protestou José. "Covarde! Vamos lá, seja homem pelo menos uma vez nessa sua vida." Ameaçou Pablo com um sorriso sarcástico. Mesmo temendo pela sua própria vida, José segue o amigo até o fundo da caverna. Pablo, indo na frente, acende um fósforo e se surpreende com o que vê. Jogado ao chão, milhares de moedas de ouro e prata e até algumas jóias que refletiam a luz do fósforo. Junto delas, um esqueleto humano. Pablo dá uma gargalhada e grita."Estamos ricos José, ou melhor, estou rico José!" Virando-se imediatamente para o amigo e apontando a garrucha diretamente para a testa dele. Pablo dá um sorriso e vê o pavor do amigo que suplica."Não Pablo, pelo amor de Deus... nós somos amig...." E um estrondo interrompe a voz de José. Com um tiro certeiro, Pablo espalha os miolos do amigo no chão... "He, he, he...agora o ouro é só meu, todo meu." Recolhendo o tesouro e colocando-o num saco, Pablo já vai até pensando no que fazer com o dinheiro.
O tempo passa e a chuva também. Com o tesouro devidamente embalado, Pablo sai da caverna sorrindo e gozando do cadáver do amigo."Pena que você não poderá se divertir com este dinheiro companheiro." Pablo coloca o saco com o tesouro no lombo do cavalo e ruma para o vilarejo. Chegando lá, ele vai diretamente para uma pensão contabilizar o seu achado. Euforicamente, Pablo sobe para o seu quarto mal podendo conter sua alegria. Já no quarto, o homem tranca a porta e joga o saco no chão. Ao abri-lo, Pablo depara-se com uma cena inesperada e pavorosa. "Não, não pode ser !!!" Agoniza o coitado. Ao invés do tesouro, ele encontrou o cadáver rígido de seu amigo José.
DESAPARECIDA
Por: Eduardo Carlos Marcondes
I
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou que a plataforma estivesse vazia.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente não.
A estação nunca fechava antes da meia noite. Ainda sim, se estivesse fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só pra mim, pensou Cintia. Estranhissimo
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente, na verdade
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma duvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que duvida era aquela? É claro que havia um condutor; afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação - também vazia -, mas não parou; continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum rastejante estaria vindo a seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
II
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, um vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas para onde? Sequer sabia em qual estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda sim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e... no escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de cimento e adormeceu.
III
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais a vontade. Continuava sozinha. Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e, momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero; o trem me trouxe para uma rua deserta. Mas por que? Teria um encontrou surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser perigoso, podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída,
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava em sua frente. Uma casa velha, igual a todas as outras naquela rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu... escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde... sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
Por Eduardo Carlos
Marcondes
Um.
Quinze para meia-noite. Cintia andava apressada pelas ruas; se não
andasse logo, perderia o último metrô.
Entrou na estação às pressas, e logo se dirigiu à plataforma. Estranhou
que a plataforma estivesse vazia.
Três minutos, cinco, dez. O trem não chegava.
Seria possível ter entrado na estação já fechada? Não. Absolutamente
não.
A estação nunca fechava antes da meia-noite. Ainda assim, se estivesse
fechada, ela não conseguiria ter entrado. Certamente encontraria fechado
o acesso à estação.
Cintia afastou tais pensamentos quando um trem apareceu na estação.
Um trem vazio.
Um trem só para mim, pensou Cintia. Estranhíssimo.
Pelo menos o trem estava iluminado. Parcialmente iluminado, na verdade.
Verdade mesmo era que Cintia estava sozinha num trem mal iluminado.
Uma dúvida passou por sua mente: Teria visto o condutor do trem?
Ora, ora, mas que dúvida era aquela? É claro que havia um condutor;
afinal, o trem não viajaria sem condutor. Ou viajaria?
Cintia começou a sentir medo.
O trem chegou à próxima estação – também vazia -, mas não parou;
continuou trilhando em baixa velocidade.
As coisas realmente estavam ficando sinistras.
Por um instante Cintia pensou ter visto alguém (ou alguma coisa) no
fundo do vagão. Será que não estava sozinha?
Cintia estava confusa. Fora uma visão muito rápida, que em instantes
desapareceu.
Deixe de ser boba, pensou Cintia. Você não viu ninguém. Apenas sua
imaginação lhe pregando uma peça.
Então as luzes se apagaram completamente e Cintia se viu envolvida pela
escuridão.
Trevas.
Sozinha nas trevas.
Talvez nem tão sozinha assim ...
Sentiu seu tornozelo ser tocado.
Algum ser rastejante estaria vindo ao seu encontro?
Em pânico, Cintia tentou gritar, mas não houve tempo.
Antes que o grito saísse, Cintia perdeu os sentidos.
Dois.
Ao acordar, desorientada e no escuro, sentiu que perderia novamente os
sentidos.
Mas, aos poucos, foi se recuperando e conseguiu se levantar.
Tateando, procurou um assento e se sentou.
Medo. Muito medo.
Procurou, em vão, saber as horas. Impossível enxergar as horas em seu
relógio. A escuridão continuava total.
De repente o trem parou e Cintia ouviu o som de portas abrindo.
Sairia daquele trem imediatamente. Mas pra onde? Sequer sabia em qual
estação estava, se é que estava ainda em alguma estação.
Ainda assim, não estava disposta a continuar naquele trem escuro, que
poderia ter as portas fechadas a qualquer momento.
Com dificuldade, saiu do vagão caminhando lentamente. Parecia estar em
uma plataforma. Seria mesmo? Maldita escuridão. Por onde caminhava e
onde chegaria?
Logo percebeu que não seria bom continuar caminhando.
Cintia estava completamente perdida, desnorteada, com medo e....no
escuro.
Em algum momento a luz haveria de aparecer, claro. Só mais um pouquinho e
a luz chegaria.
Será?
Cintia se sentou e começou a chorar.
Algum tempo depois, ainda no escuro, Cintia se deitou no chão frio de
cimento e adormeceu.
Três.
Ao acordar, Cintia viu que, enfim, já era dia claro.
Nem assim, contudo, Cintia se sentiu mais à vontade. Continuava sozinha.
Continuava perdida.
Cintia não sabia o quanto tinha andado na escuridão até se sentar e,
momentos depois, dormir; mas agora, já claro, percebeu que não estava
mais em uma plataforma.
Estava em uma rua deserta.
Cintia pensou, com certo desespero: o trem me trouxe para uma rua
deserta. Mas por que? Teria um encontro surpresa com alguém?
Pensou em gritar por ajuda, mas logo desistiu da ideia. Podia ser
perigoso; podia atrair alguém (ou algo) indesejado.
O jeito era caminhar. Mas pra onde?
Resolveu ir até o final da rua. Chegando lá, pensaria no que faria a
seguir.
Mas não havia nada no fim da rua. Era uma rua sem saída.
Caminhou até a outra extremidade da rua. Também sem saída.
Cintia percebeu que estava perdida (presa?) em uma rua absolutamente
deserta, que não tinha saída para lado nenhum.
Como tinha chegado até lá, não sabia.
E o pior: Não sabia como sair daquele lugar.
A rua estava deserta, mas talvez haveria pessoas dentro das casas. O
único jeito era verificar e pedir ajuda.
A contra gosto, bateu palmas na casa que estava a sua frente. Uma casa
velha, igual a todas as outras da rua.
Ninguém atendeu. Silêncio.
Bateu palmas em várias outras casas.
Nada.
Sentou no meio fio, baixou a cabeça e fechou os olhos. Sentiu as
lágrimas se formarem novamente.
Ficou de olhos fechados um longo tempo e quando os abriu....escuridão.
Teria ficado cega? Seria possível ter escurecido tão rápido?
Estaria novamente na plataforma?
Tudo acontecendo tão rápido e tão sem sentido.
Cintia ouviu o barulho de passos vindo em sua direção. Dessa vez não
iria desmaiar. Iria gritar com toda a força de seus pulmões.
Só que, antes que pudesse gritar, a luz voltou e o que Cintia viu ao seu
redor fez com que seu coração parasse de bater.
Seu corpo foi arrastado sabe-se lá pra onde...sabe-se lá por quem.
Cintia jamais foi encontrada.
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